27 julho, 2010

Histórias reais e fictícias de amor


Diário de uma Paixão: Há muito tempo tenho visto pedaços desse filme. Ai, ontem a noite, consegui pegá-lo no comecinho na TNT, porém não sabia nome do filme, mas resolvi assistir assim mesmo. (Se você não assistiu ao filme, vou contar Spoilers agora) O filme é uma narrativa feita por um senhor já de idade, a uma senhora que perdeu a memória (creio que ela tenha mal de Alzhaimer) de uma história de amor. O livro que ele lê é a história de um casal que se apaixona durante um verão. Ela, filha rica, e ele, pobre trabalhador de uma madeireira. Eles são separados pela mãe da menina, que expressa seu preconceito. Ele, depois que ela vai embora, vai pra guerra e retorna. 7 anos depois eles se reencontram. Ela, noiva de um homem rico, ele, esperando por ela durante todo o tempo. Até q ela decide ficar com ele.

Filme romântico mais previsível, impossível. Porém, o que me surpreendeu é que, ao final do filme, descobre-se que o casal de velhinhos é o casal protagonista do filme. Assim, ele vê o seu grande amor definhar em esquecimento, chegando até mesmo a não reconhecê-lo em determinada passagem do filme. Emocionou-me ver a necessidade dele de estar sempre ao lado dela e tentar fazer de um tudo para que ela se lembrasse da vida que eles tinham construído, com 3 filhos e tudo o mais.

Ao ir dormir, quase a 1h da manhã, fiquei pensando sobre esses amores, que duram uma vida inteira, e de pessoas que conseguem achar sua cara metade e são felizes, independente de qualquer coisa, porque estão próxima da pessoa que amam. Muitas pessoas dizem que esse tipo de amor não existe, ou que é utópico e por isso só funciona nos filmes, e que nós, solteiros, não devemos esperar por eles. Eu discordo. A 1 ano e 2 meses, meus avós, Agnaldo e Lia fizeram 50 anos de casados. Lembro-me de durante a missa em ação de graças, eu mesma falar não só do amor entre os 2, mas da amizade entre eles. Meu avô sofre quando minha avó não está bem... minha avó se chateia quando meu avô está triste... há uma sintonia e uma cumplicidade entre os 2 que somente o amor é capaz de criar. Outros 2 casas que se casam tem pouco tempo e eu estão aprendendo isso é a minha irmã Laluna e meu cunhado Valmir e os meus afilhados Tatiana e Jerônimo. É muito bacana ver a construção dessa cumplicidade, dessa necessidade do outro para se fazer feliz, triste, zangado, irritado e qualquer outra relação.

Esses exemplos me trazem a construção de uma vida. Ver meus pais comprar a casa do sonhos, depois de 26 anos de casados e de tudo o que já passaram nessa vida: 3 filhos, crises financeiras, crises matrimoniais, perdas e ganhos, me é incrível. Minha conexão com minha família foi construída em cima disso, e é por isso que acho tão difícil achar alguém que seja, pelo menos, parecido com esse perfil.

Amor cúmplice... esse é o verdadeiro amor... e é isso que falta ao mundo!

Trilha sonora do Post:


Um comentário:

Tatch disse...

Muito obrigada por ter sido citada. Amor verdadeiro é isso mesmo, é vc ficar mal se o outro está mal, é ficar feliz com a felicidade do outro e fazer de tudo para o outro ser feliz. Um casal não tem q concordar em tudo, mas precisam achar um ponto de interseção nos pensamentos conflitantes. Amor verdadeiro vence qualquer crise. Desejo de coração que vc encontre o seu.
PS. Adoro essa música!